O cenário era perfeito: um lindo dia de sol com estádio cheio no Allianz Parque. O adversário, ainda que bem colocado na tabela, nem de longe era dos mais assustadores. Mesmo assim o Palmeiras não fez um bom jogo e perdeu uma boa série de seis vitórias e um empate. O sabor da derrota voltou a aparecer.
Apesar do cenário motivante, com casa cheia, o histórico no horário das 11h não é dos melhores. Nos jogos anteriores, vitórias apertadas contra XV de Piracicaba e Botafogo, além de uma derrota para o Goiás, já pelo Brasileirão. Nenhum destes jogos tiveram uma boa apresentação alviverde - o que voltou a se repetir na data de hoje.
O JOGO
A pressão inicial, tradicional nos jogos do Palmeiras, até aconteceu. Com menos de um minuto Dudu teve a primeira chance e bateu perto da trave. Parecia que seria um início avassalador, mas ficou por aí. Bem postado atrás, o Atlético não permitia a chegada dos jogadores palmeirenses e ainda conseguiu assustar em um contra-ataque que Prass defendeu. Rafael Marques estava visivelmente incomodado com a sinusite e não repetiu as boas atuações - e quando ele cai, o time cai junto.
O jogo ficou muito fraco depois da parada técnica e pouco se viu. O Verdão conseguiu apenas dois chutes de fora da área que Weverton defendeu bem. Atrás também não tinha problemas para segurar a velocidade do time visitante, mesmo com a saída de Gabriel que deixou todo estádio apreensivo.
O segundo tempo não foi muito diferente do primeiro. O Palmeiras tinha a bola, mas muita dificuldade em quebrar o sistema de marcação. Kelvin, que entrou no intervalo no lugar de Rafa Marques, ainda tentou duas boas jogadas. Nada de gol. Robinho muito mal não conseguia articular.
O Atlético segurava seus laterias que sequer passavam do meio de campo, o que não permitia os tradicionais avanços de Egídio e Lucas. Com dificuldade em articular, o ideal era colocar Zé Roberto ou Cleiton Xavier que apresentam um bom passe e poderiam melhorar o trabalho da bola no ataque. Marcelo pecou nesse ponto e deixou um time com velocidade, mas sem espaços para utilizá-la.
Depois de alguns apuros (muitos deles por conta da ausência de Gabriel), o Verdão ensaiava uma pequena pressão quando o juiz solicitou uma parada técnica. Juiz que, registre-se, permitiu muita cera por parte dos visitantes mesmo sem influenciar no jogo ruim do Verdão.
O jogo se assemelhava muito ao duelo contra o Botafogo-SP, especialmente na entrada de Barrios (na ocasião, entrou Valdivia). Porém, para desespero dos quase 40 mil torcedores, a história que se repetiu foi a diante do Goiás: em uma das raras investidas ofensivas veio o gol de Walter.
A partir daí foi um ataque desesperado e desorganizado que não conseguiu sequer assustar o gol de Weverton. Placar final: 1x0.
E AGORA?
Se as vitórias não podiam esconder nossos erros, a derrota também está longe de ser o fim de mundo.Fizemos nosso pior jogo na era Marcelo Oliveira, mas nada de desespero. No competitivo campeonato brasileiro é comum uma oscilação aqui ou outra ali.
Importante é reagir rápido e buscar os três pontos contra o Cruzeiro e evitar um distanciamento do G-4.
Mais do que os pontos de hoje, lamentamos muito os que deixamos contra Goiás, Joinville e Inter, este último quando jogamos bem melhor e entregamos um gol no final.
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